A Casa Torta

14/06/2007 12:58
Semeio o amor.
Transformo energias.
Não deixo que minhas observações se prendam a primeira impressão.
Sei que o que enxergo amarelo para outrem pode ser azul.
Respeito a mãe terra e tudo o que ela nos oferece, seja nosso direito usufruir ou não.
Acordo todo santo dia como nasce um bebe: chorando e berrando meus medos, mas corajosamente querendo viver.
Olho e admiro as pessoas sempre com um bom e intocável interesse.
Vago pelo mundo descobrindo o que já foi descoberto. Não deixando os aprendizados serem encobertos pela pretensão.
Tenho a imaginação criativa o suficiente para saber que talvez nada do que sei, será.
A musica que ouço agora pode me levar a matar ou salvar, mas ela pode simplesmente me levar a dançar.
Sei que posso me afogar, mas vou por meu barco de vez no tormento da insensatez......mesmo que não volte.
Sou feliz, mesmo que me custe caro ser uma eterna aprendiz.
Canto bem alto, pulando pelo asfalto, sorrindo a todos.
Não me deixo paralisar pela minha própria critica. Ela apenas discerne o melhor pra mim no devido momento.
Observo o céu.
Danço na chuva.
Saúdo o mar.
Escolho fazer também as coisas de que não gosto.
O livre arbítrio é realmente fabuloso.
Não julgo, culpo ou condeno.
Não sei e não quero aprender como convencer as pessoas de algo. Meu paraíso pode ser o inferno delas.
Sinto alegria sem limites ao deitar na grama e sentir o sol abraçando minha pele.
Sementes me interessam.
Acho que a paz está na vontade de guerrear para que haja mudanças, está nos momentos felizes em meio aos tristes, está nas superficialidades que se aprofundam sem desespero, no gesto doce que se sobressai de uma mágoa.
Gosto de mão, de pé, de pulso, de costas, do cantinho da barriga, de nuca, de unhas, dentes e cabelos.
Meu orgulho não me maltrata.
Minha solidão não me comove.
Escolho uma estrada e me comprometo com ela.
Cabe a mim, ir ou ficar, sem reclamar. Cabe a mim responder pelos meus atos assim como cabe a mim atuar.
Não me preocupa que todos os meus contextos mais sinceros um dia virem mentira.
Não pode haver o vazio. O fazer por fazer. Atitudes sem qualquer emoção.
O que me surpreende é quando descubro algo em mim que achei conhecer.
O fim é um começo. E o começo é um fim. Ponto.
Colho o que planto. Toda ação tem uma reação. Deixo estar.
Estou aqui atravessada querendo me importar.
Não justifico o justo. Nem sempre habilito. Doar.

enviada por Dama Morrigan






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