A Casa Torta

15/03/2005 21:48



Maos atadas

Quando sinto uma tempestade invadir meu velho e calmo campo, assusto não só as aves da liberdade mas também derrubo as muralhas da coragem. Então, depois de devastada, resta um puro simples pensar. E refletir o porquê da turbulência a torna mais perigosa do que é. Caio em desespero, sozinha, com minhas doloridas incertezas pois caminho por tal campo descalça, e sem os escudos criados pela segurança, que sem importância corroe minha falta de motivos. Estou de mãos atadas, sem poder sentir, já que o refletir engole com fome esse direito.

enviada por Dama Morrigan






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